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A empresa se torna a primeira geradora de energia solar validada pelo Instituto Totum a oferecer créditos REC Brasil no mercado brasileiro. A Atlas também oferecerá I-RECs tradicionais.

São Paulo, 1 de setembro de 2021 – Atlas Renewable Energy, líder internacional em geração de energia renovável, anuncia hoje, que algumas de suas usinas fotovoltaicas no Brasil foram certificadas pelo Instituto Totum para oferecer certificados de energia renovável (I-RECs), com valor agregado do REC Brasil, uma categoria única disponível apenas no país e endossada pelo Instituto Totum, no qual a instituição valida que os certificados de energia renovável fornecidos estão em conformidade com alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Essa certificação faz da Atlas a primeira geradora de energia solar a oferecer os certificados de energia com o selo REC Brasil no mercado brasileiro.

Para que uma empresa forneça créditos REC Brasil, o Instituto Totum realiza uma avaliação rigorosa de seus ativos de energia renovável para certificar que o gerador está seguindo o plano da ONU para paz e prosperidade para as pessoas no planeta. Os geradores de energia renovável que oferecem esses certificados como parte de seus negócios devem trabalhar para lidar com pelo menos cinco dos 17 ODS.

A abordagem da Atlas para a sustentabilidade e melhores práticas foi considerada pelo Instituto Totum, que certificou que a empresa trabalhou para cumprir nove dos 17 ODS propostos pela ONU. Estes incluem: #4 Qualidade da Educação, #5 Igualdade de Gênero, #7 Energia Limpa e Acessível, #8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico, #9 Indústria, Inovação e Infraestrutura, #10 Desigualdades Reduzidas, #11 Cidades e Comunidades Sustentáveis, #12 Consumo e Produção Responsáveis ​​e #13 Ação climática.

“Ser certificado pelo Instituto Totum para fornecer o selo REC Brasil, nos permite oferecer aos nossos clientes e potenciais clientes uma solução que compensa suas emissões de carbono com o valor agregado de saber que os certificados estão de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”, disse Luiz Ballester, Diretor Comercial da Atlas Renewable Energy. “Esta solução é ideal para empresas que buscam uma certificação adicional para energia incentivada de forma a comprovar além da pegada de carbono o compromisso social com as comunidades que estão sendo impactadas”

Os clientes que adquirirem certificados de energia renovável com o selo REC Brasil da Atlas, automaticamente se tornarão patrocinadores e promotores de todos os programas que a empresa desenvolve para promover uma vida sustentável, melhorar a educação de qualidade e promover a diversidade e inclusão nas comunidades onde os projetos estão localizados.

Atualmente, a Atlas tem capacidade de oferecer I-RECs e RECs Brasil para empresas do mercado brasileiro que buscam neutralizar suas emissões de CO2 para suas operações no país. Esses certificados de energia dão aos compradores direitos exclusivos aos atributos de cada MWh gerado por alguns dos projetos de energia solar da Atlas no Brasil. Esses certificados também permitem que os compradores contabilizem onde e quando a eletricidade foi produzida, bem como o impacto ambiental e social que cada MWh gerado gera, no caso do selo REC Brasil.

A Atlas detém uma das maiores bases de ativos de energia solar do Brasil, com quase 1 GW de capacidade instalada entre projetos em construção e em operação.

Para conhecer mais sobre os I-RECs e REC Brasil que a Atlas pode oferecer para sua empresa, visite: https://www.atlasrenewableenergy.com/pt-br/ppa-corporativo/rec-brasil/

Sobre a Atlas Energia Renovável

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de geração de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de longo prazo nas Américas. O portfólio atual da empresa é de 2,2 GW de projetos contratados em fase de desenvolvimento, construção ou operação, e pretende se expandir em mais 4 GW nos próximos anos.

Lançado no início de 2017, o Atlas Renewable Energy inclui uma equipe experiente com o mais longo histórico na indústria de energia solar na América Latina. A empresa é reconhecida por seu alto padrão no desenvolvimento, construção e operação de empreendimentos de grande porte.

A Atlas Renewable Energy faz parte do Energy Fund IV, fundado por Actis, um investidor de capital privado líder no setor de energia. O crescimento da Atlas Renewable Energy está focado nos principais mercados e economias emergentes, usando seu conhecimento comprovado de desenvolvimento, comercialização e estruturação para acelerar a transformação em direção à energia limpa. Ao se envolver ativamente com a comunidade e as partes interessadas no centro de sua estratégia de projeto, a empresa trabalha todos os dias para proporcionar um futuro mais limpo.

Para saber mais sobre a Atlas Renewable Energy, visite: www.atlasrenewableenergy.com

Os veículos elétricos (VEs) são uma das tecnologias mais promissoras para reduzir as emissões no transporte global, mas os benefícios que eles trazem dependem da proveniência da energia com que operam. Hoje, muito poucos VEs são movidos por energia renovável. Para que sejam uma opção verdadeiramente ecológica, isso precisa mudar.

A revolução dos VEs está sobre nós. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o número de veículos de passageiros movidos a eletricidade nas estradas do mundo podem ultrapassar 250 milhões até 2030, enquanto a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) estima que ônibus elétricos e outros veículos de transporte de massa podem chegar a bem mais de 10 milhões.

Como eles têm um motor elétrico em vez de um motor de combustão interna, os VEs não emitem fumaça pelo cano de escape, o que significa que, ao contrário dos veículos tradicionais, eles não bombeiam dióxido de carbono, ozônio e poluição de partículas no ar que respiramos.

Isso é importante porque o transporte é responsável por cerca de um quinto das emissões globais, com viagens rodoviárias respondendo por três quartos desse montante. A maior parte vem de veículos de passageiros – automóveis e ônibus – que contribuem com 45,1%. Os outros 29,4% vêm de caminhões de cargas.

Além disso, esse número só tende a aumentar à medida que o crescimento populacional e as mudanças demográficas impulsionam cada vez mais a demanda por viagens rodoviárias – sem mencionar o aumento do comércio eletrônico, que aumenta a necessidade de frete e de entrega.

Com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimando que a poluição do ar causa uma em cada nove mortes em todo o mundo, transformar nossa matriz de transporte global em uma matriz operada por VEs garantiria um futuro mais seguro e verde para todos – ou não?

Energia suja

Os VEs precisam de algo entre 24 e 50 kWh de eletricidade para percorrer 160 quilômetros, e essa eletricidade vem da rede. Um estudo do Departamento de Energia dos EUA mostra que o aumento da eletrificação aumentará o consumo nacional em até 38% até 2050, em grande parte por causa dos veículos elétricos, em alguns casos, os VEs podem resultar em emissões substanciais de gases de efeito estufa (GEE) ou até mesmo ajudar prolongar a vida útil dos combustíveis fósseis, se abastecidos principalmente com energia gerada por combustíveis fósseis.

Na verdade, um estudo recente da Universidade Tsinghua da China descobriu que os VEs abastecidos na China – onde a maior parte da eletricidade vem de usinas movidas a carvão – contribuem com duas a cinco vezes mais na emissão de partículas e produtos químicos, do que os automóveis com motor a gasolina.

A menos que a eletricidade que alimenta os VEs seja limpa, pois nunca poderão ser uma opção totalmente ecológica.

Com o grande número de VEs que estão previstos para entrar em operação nos próximos anos, é crucial que tanto os usuários quanto as concessionárias encontrem uma maneira de abastecê-los com fontes de energia renováveis. De fato, os VEs podem ser a chave para vincular os setores de energia renovável ao transporte de baixo carbono, para o bem de todos.

Tornando os VEs os maiores compradores de energias renováveis

Em 2030, a quantidade de eletricidade necessária para abastecer todos os EVs será de 640 TWh. Para colocar isso em perspectiva, as mais de 300 empresas globais que assinaram o RE100 se comprometeram a comprar 100% de sua energia de fontes renováveis, o que corresponde a cerca de 220 TWh por ano – ou pouco mais de um terço desse montante.

Isso cria uma grande oportunidade para posicionar os VEs como um dos maiores compradores de eletricidade renovável do mundo. Não apenas isso, mas as necessidades de eletricidade dos VEs podem ser aproveitadas para impulsionar a implantação de mais capacidade renovável em todo o mundo.

O modelo já existe: a aquisição corporativa de energia renovável através de acordos bilaterais de compra de energia (PPAs) criou uma demanda voluntária significativa para novos projetos de energia renovável em todo o mundo. No ano passado, as corporações compraram um recorde de 23,7 GW de energia limpa, contra 20,1 GW em 2019 e 13,6 GW em 2018, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela BloombergNEF (BNEF) – e isso ocorreu apesar da interrupção causada pela pandemia de Covid-19 e da recessão global que se seguiu.

Por meio de PPAs, fabricantes de equipamentos originais de VEs (FEOs), operadores de pontos de carga, provedores de serviços de mobilidade elétrica e o número crescente de empresas que estão se comprometendo a mudar suas frotas de veículos para VEs, podem tanto desenvolver soluções ecológicas perfeitas para o futuro, como também facilitar o desenvolvimento de novos projetos de energia renovável – o que, por sua vez, aproximará o mundo do cumprimento das metas do Acordo de Paris.

Não é só a eletricidade que eles utilizam

Não é apenas a eletricidade que alimenta as baterias dos veículos que é importante. Metade das emissões do ciclo de vida das baterias de lítio em VEs vêm da eletricidade utilizada para montá-las e fabricá-las, o que significa que a mistura de eletricidade nas instalações FEO também é uma parte importante da equação. Um estudo recente do IVL, o Instituto Ambiental Sueco, constatou que as baterias de lítio produzidas em regiões com uma rede de carbono zero tinham emissões de 61 kg de CO2 equivalente por kWh de capacidade da bateria (CO2e / kWh). Esse número mais que dobra – para 146 kg – quando a eletricidade usada na fabricação da bateria vem de combustível fóssil.

O benefício climático dos VEs, portanto, não depende apenas de quão verde é a eletricidade usada para carregar sua bateria, mas também da intensidade de carbono da eletricidade usada para fazer essa bateria – criando mais um imperativo para os fabricantes de VEs mudarem para energia renovável.

Uma rede estável

O aumento na utilização de VEs também pode impulsionar o crescimento das energias renováveis de outras formas. Os carros particulares passam 95% do tempo estacionado, e os planejadores de energia estão procurando maneiras de utilizar esse tempo morto para resolver um dos maiores problemas para a expansão das redes renováveis: a estabilidade.

“VEs em grande escala podem criar uma vasta capacidade de armazenamento de eletricidade”, diz Dolf Gielen, diretor do Centro de Inovação e Tecnologia da IRENA. “O abastecimento inteligente, que tanto abastece veículos como dá suporte à rede, abre um círculo virtuoso no qual a energia renovável torna o transporte mais limpo e os VEs dão suporte a quotas maiores de energias renováveis.”

A tecnologia para fazer isso acontecer ainda está em sua infância – até agora, o Nissan Leaf é o único VE de produção em massa no mercado que permite o abastecimento do veículo em rede (V2G). Entretanto, na Atlas, temos o prazer de ver mais FEOs começando a considerar essa capacidade: por exemplo, Hyundai, Kia e Lucid planejam incluí-la em veículos futuros.

Com um bom planejamento e a infraestrutura certa, os VEs podem reduzir as emissões, substituir os veículos poluentes e impulsionar a implantação da infraestrutura de energia renovável e, quando estacionados e conectados, atuar como bancos de baterias, estabilizando as redes elétricas alimentadas por energia solar renovável. Para fornecedores de energia renovável como a Atlas, isso nos dá a oportunidade de fornecer quantidades cada vez maiores de eletricidade limpa para um número crescente de setores industriais.

Um indutor da eletrificação

À medida que os governos em todo o mundo revelam planos para acabar com a venda de veículos a gasolina e a diesel, não demorará muito até que os veículos elétricos sejam a base do transporte público e privado. De carros elétricos privados a frotas de táxis comerciais e ônibus elétricos autônomos, os VEs estão redefinindo rapidamente o mercado.

O que é realmente empolgante nisso é o que isso significa para a demanda geral de eletricidade. As projeções da AIE mostram que a demanda global de eletricidade crescerá em mais de um terço até 2040, principalmente devido à adoção de VEs, o que levará a demanda de eletricidade para o transporte de praticamente nada para 4.000 TWh por ano. Isso aumenta a participação da eletricidade no consumo total de energia final de 19% em 2018 para 31% em 2040, ultrapassando o petróleo e deixando o carvão quase inexistente.

Na Atlas, vemos isso como uma oportunidade sem precedentes para descarbonizar a matriz energética. Como os VEs impulsionam a eletrificação, garantir que essa energia venha de fontes renováveis ​​nos levará um passo à frente para reduzir as emissões de CO2 do setor de energia e garantir um futuro mais sustentável.

Os VEs estão aqui para ficar, mas para que sejam realmente uma opção verde para o futuro do transporte, é vital que não percamos a chance de conectá-los com energia renovável. Na Atlas, nossa estrutura PPA bilateral significa que podemos ajudar os FEOs, fornecedores de infraestrutura de carregamento e fabricantes de baterias garantindo que os VEs sejam uma proposta verde de verdade, de ponta a ponta.

O que a NASA, a Academia de Ciências do Chile, a Sociedade Canadense de Zoólogos e Bill Gates têm em comum?

Todos eles defendem a posição de que a mudança climática foi causada pela atividade humana e que é uma ameaça séria, juntamente com a grande maioria dos cientistas climáticos que publicam ativamente.

O debate sobre se a mudança climática está acontecendo ou não, acabou. Mas sobre se a mudança climática é inevitável, a nossa resposta é não.

Na Atlas Renewable Energy, acreditamos que as mudanças climáticas representam a maior ameaça que a humanidade enfrenta atualmente, e uma ação imediata é necessária para reverter essa tendência alarmante. Ao mesmo tempo, há razões para ser cautelosamente otimista sobre a oportunidade emergente de corrigir esse acontecimento. Aqui está o porquê.

GRANDES E PEQUENAS INOVAÇÕES ESTÃO NOS AJUDANDO A MITIGAR OS PERIGOS E TRANSFORMAR A NOSSA SOCIEDADE E A ECONOMIA

Nos últimos anos, os sinais físicos das mudanças climáticas ganharam velocidade a um ritmo preocupante. Segundo a ONU, 2019 foi o segundo ano mais quente desde o início dos registros, colocando nosso planeta em uma rota para atingir temperaturas nunca vistas há milhões de anos.

Hoje, as mudanças climáticas estão afetando a vida e os meios de subsistência das pessoas em todos os continentes. De eventos climáticos severos a mudanças nas estações e aumento do nível do mar, ninguém pode escapar dos impactos dramáticos do aquecimento do nosso planeta.

51 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa estão sendo adicionadas à atmosfera a cada ano, e se quisermos deter a mudança climática, este número tem que ser reduzido a zero.

Os eventos de 2020 destacaram o quão vulneráveis são nossas sociedades e economias, e agora há um aumento do apoio a modelos de negócios a serem construídos em torno de princípios baseados na solidariedade, responsabilidade e cooperação. Desde a redução do desperdício nas cadeias de abastecimento até a redução do desmatamento ou redução das emissões de manufatura, há muitos sinais positivos de que uma transição para um futuro mais sustentável é possível.

Em seu livro, intitulado Como Evitar um Desastre Climático, o cofundador e filantropo da Microsoft, Bill Gates, clama por um “milagre energético“, que ele acredita que permitirá dissociar o desenvolvimento econômico da degradação ambiental.

Ele clama por um aumento no uso de energias renováveis versus combustíveis fósseis (que responderiam por cerca de 27% da redução necessária nas emissões), uma mudança na forma como fabricamos nossos produtos (31%), um repensar a forma como cultivamos nossos alimentos (18%), uma revisão das viagens e transporte (16%) e uma nova abordagem de aquecimento e resfriamento (6%).

As inovações já estão acontecendo: por exemplo, a transição de combustíveis fósseis produtores de gases de efeito estufa para energia limpa se tornou uma realidade em todo o mundo, com reduções surpreendentes nos preços de energia renovável, armazenamento de bateria, monitoramento por sensoriamento remoto e redes inteligentes, enquanto novas estruturas financeiras permitiram que o setor privado assumisse em suas próprias mãos o controle para tornar o consumo de energia mais verde.

Um exemplo disso é a gigante americana da ciência de materiais, Dow. Como a maioria das empresas industriais, a Dow há muito procura reduzir as implicações ambientais e de custo de suas atividades intensivas em energia. Sua posição de liderança como fornecedor de produtos químicos, plásticos, fibras sintéticas e produtos agrícolas, também significa que ela é um dos maiores consumidores de energia industrial do mundo.

No passado, a Dow usava energia da rede pública e combustíveis fósseis para abastecer suas usinas, mas começou a repensar seu portfólio de energia, estabelecendo para si mesma uma meta difícil de atender de ter 750 MW de sua demanda de energia supridas por energias renováveis até 2025 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Para ajudar a alcançar essa meta ambiciosa, a Dow fez parceria com a Atlas para fornecer energia limpa para seu complexo de Aratu no Brasil, a maior fábrica da Dow no país.

Este acordo inovador não só evita cerca de 35.000 toneladas de emissões de CO2 por ano – o equivalente a tirar cerca de 36.800 carros das ruas de São Paulo – como também estabelece a base para o resto da indústria química aproveitar os benefícios das energias renováveis para alcançar as metas de mitigação das mudanças climáticas.

MESMO DURANTE UMA PANDEMIA, A CRISE CLIMÁTICA PERMANECEU NO TOPO DA QUESTÃO

O acordo com a Dow foi assinado em meio à turbulência e agitação de 2020, e não é um caso isolado. Embora as empresas tenham continuado a lutar com os impactos persistentes das restrições de movimento, interrupções na cadeia de abastecimento e queda na demanda causada pela pandemia, elas continuaram a priorizar a sustentabilidade e o desempenho ambiental.

Em maio de 2020, 155 empresas – com uma capitalização de mercado combinada de mais de US$ 2,4 trilhões – assinaram uma declaração instando os governos em todo o mundo a alinhar seus esforços de recuperação e ajuda econômica da COVID-19 com a ciência climática atual.

Em julho, a Microsoft, juntamente com AP Moeller-Maersk, Danone, Mercedes-Benz, Natura & Co., Nike, Starbucks, Unilever e Wipro, criaram a iniciativa Transformar para o Net Zero, com a empresa de tecnologia se comprometendo a desenvolver um portfólio de 500 megawatts de projetos de energia solar em comunidades com poucos recursos nos EUA.

Enquanto isso, o Google se comprometeu em setembro deste ano a atingir 100% de energia renovável até 2030, enquanto o recém-lançado Programa de Energia Limpa para Fornecedores da Apple viu 71 parceiros de fabricação em 17 países se comprometerem com 100% de energia renovável para a produção do gigante da tecnologia, ao se comprometerem a fazer a transição da eletricidade utilizada em toda a sua cadeia de suprimentos de fabricação, para fontes limpas até 2030.

De acordo com pesquisas recentes do Gallup, a preocupação das pessoas com a mudança climática aumentou no ano passado, demonstrando que há mais apoio público do que nunca para tomar grandes medidas a fim de impedir a mudança climática.

Todas as nações do mundo já adotaram o Acordo de Paris, que contém o compromisso de limitar o aquecimento global a menos de 1,5°C em comparação com os níveis pré-industriais. Desde então, governos e empresas em todo o mundo estabeleceram metas ambiciosas para reduzir as emissões. Após ser adiada por um ano devido à pandemia, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima 2021, também conhecida como COP26, será realizada em novembro e, com 70 países já comprometidos com emissões líquidas de carbono zero, representa a melhor oportunidade em anos para fazer progresso.

OS INFRATORES DO CLIMA ESTÃO ENCARANDO O PROBLEMA

Com mudanças políticas abrangentes em todo o mundo, uma resposta política ousada à crise climática está em andamento. Grandes investimentos em empregos no setor de energia limpa e em infraestrutura para descarbonizar a economia são esperados dos Estados Unidos, China e outros países, enquanto os subsídios para combustíveis poluentes estão sendo eliminados.

A sustentabilidade não é mais um complemento, e os alarmes agora estão soando sobre as potenciais ramificações financeiras e econômicas se o progresso não for acelerado.

Um relatório recente da Universidade de Cambridge constatou que as perdas decorrentes de riscos relacionados ao clima já estão em torno de US$ 180 bilhões por ano e continuarão a aumentar, a menos que investidores, credores, seguradoras e legisladores empreendam esforços significativos de gerenciamento de risco.

À medida que a boa vontade pública e política em relação aos poluidores diminui, tem havido uma explosão de litígios climáticos contra empresas intensivas em combustíveis fósseis ou corporações “grandes emissoras de carbono”, em um esforço de responsabilizá-las pelas emissões de gases de efeito estufa.

Está claro que somente reduzindo as emissões de energia as empresas serão capazes de minimizar sua pegada de carbono, e isso é algo em que cada vez mais líderes empresariais estão começando a pensar seriamente

O PRÊMIO VERDE ESTÁ ATINGINDO UM PONTO DE INFLEXÃO

Um dos argumentos mais usados contra tornar a economia mais verde é o custo. Bill Gates se refere a isso como o prêmio verde – que é essencialmente a diferença de custo entre um produto que envolve a emissão de carbono e uma alternativa que não.

Com as novas energias renováveis sendo agora na maioria dos casos mais acessíveis do que os combustíveis fósseis existentes, o prêmio verde não é mais uma barreira, como explica Gates.

Mesmo nos mercados mais complicados, estamos vendo a demanda de clientes corporativos, que querem saber como ter acesso à energia limpa a um preço acessível e manter a estabilidade dos preços no longo prazo. Embora ainda haja mais a ser feito globalmente para superar a barreira do prêmio verde, as indicações são de que a energia renovável já percorreu um longo caminho para superá-la.

NÃO PODEMOS SER COMPLACENTES

Apesar de acreditarmos que há espaço para otimismo, não há como minimizar a ameaça existencial de um desastre climático. Mas o que vemos é uma série de ações positivas para o clima vinda dos setores público e privado, que acreditamos que precisam ser ampliadas rapidamente para mudar a trajetória dos níveis de emissões na atmosfera.

Os especialistas estão certos sobre as mudanças climáticas, mas as previsões mais terríveis não precisam se tornar uma inevitabilidade. A política, o mercado e as mudanças tecnológicas podem ser implementadas para a transição para um mundo com emissões zero. Tudo o que precisamos é fazer com que isso aconteça.

Em outros tempos, o sucesso de uma empresa era julgado exclusivamente por seu desempenho financeiro. Mas os lucros por si só não retratam como uma empresa está se saindo. À medida que as empresas começam a responder às várias partes interessadas, a liderança sustentável, que leva em consideração o meio ambiente, a sociedade e os objetivos de desenvolvimento de longo prazo, torna-se vital.

A resposta global à crise da Covid-19 demonstra a importância das pessoas, do planeta e da transparência nas decisões de negócios. Enquanto os líderes mundiais se concentram em ações políticas e econômicas para ajudar a redefinir a economia, o capitalismo inclusivo, uma recuperação equitativa e um futuro mais verde estão agora na frente e no centro.

Para as empresas, isso significa que é hora de olhar mais de perto as estratégias de sustentabilidade corporativa.

“Devemos repensar o que queremos dizer por ‘capital’ em suas muitas iterações, sejam elas financeiras, ambientais, sociais ou humanas”. Os consumidores de hoje esperam cada vez mais que as empresas contribuam para o bem-estar social e o bem comum”, disse Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial (WEF) em dezembro de 2019, no lançamento do novo manifesto de Davos por um tipo melhor de capitalismo.

Naquela época, não havia nenhuma indicação dos eventos tumultuosos que estavam prestes a abalar a economia global em seu núcleo. No entanto, um ano e meio depois, os líderes corporativos estão iniciando uma jornada de melhoria contínua, mudando políticas para tornar a sustentabilidade e a inclusão social centrais em seu funcionamento.

CAPITALISMO DAS PARTES INTERESSADAS

O mundo corporativo sempre foi caracterizado pela concorrência, com CEOs sob pressão para priorizar lucros e receitas em detrimento de outras variáveis. No entanto, os líderes corporativos agora estão começando a reconhecer que as empresas não são apenas entidades com fins lucrativos, e sim uma parte importante do tecido social e ambiental.

Em janeiro deste ano, 60 líderes empresariais, incluindo os CEOs da Dow, Unilever, Nestlé, PayPal, Reliance Industries e Sony, assumiram um compromisso público com a Métrica do Capitalismo das Partes Interessadas, um conjunto de métricas  e divulgações de indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG) lançadas pelo Fórum Econômico Mundial e seu Conselho Internacional de Negócios (IBC) em setembro de 2020, que medem a criação de valor não financeiro de longo prazo para todas as partes interessadas.

Ao inscrever sua empresa nas métricas, Marc Benioff, CEO da Salesforce disse: “Hoje damos mais um passo à frente no impacto crescente do capitalismo das partes interessadas. Não se trata apenas de palavras, e sim de empresas que definem métricas claras, medindo o nosso progresso e nos responsabilizando por ele. Só assim poderemos proporcionar crescimento de longo prazo para nossos acionistas, construir a confiança de todas as partes interessadas e melhorar verdadeiramente o estado do mundo”.

Reconhecendo que crescimento e produtividade por si só não são suficientes, sem abordar a desigualdade e o meio ambiente, as métricas incluem divulgações centradas em quatro pilares: pessoas, planeta, prosperidade e princípios de governança, e incluem áreas como emissões de gases de efeito estufa, igualdade de remuneração e diversidade do conselho, entre outras.

UMA LENTE ESG

No último ano vimos um aumento da urgência da discussão sobre alguns temas essenciais: Clima, devido aos grandes incêndios florestais e eventos climáticos extremos, e como nossas ações estão diretamente ligadas ao meio ambiente, Saúde, pelos impactos que a pandemia de COVID 19 nos causou e como dependemos uns dos outros para cuidar da nossa saúde e Justiça Social e Igualdade Racial, sabemos qual é o impacto de se fazer muito pouco para lidar com as desigualdades em nossa sociedade.

A turbulência provocada pelos eventos de 2020 oferece uma oportunidade sem precedentes para repensar como fazemos as coisas, e o ímpeto para que as empresas liderem isso nunca foi tão forte.

SUSTENTABILIDADE TANTO DENTRO COMO FORA

Não é apenas o impacto das empresas no mundo ao seu redor que importa. Como as ordens de quarentena e confinamento mantiveram a maior parte da força de trabalho do mundo em suas casas, os líderes empresariais também começaram a reconhecer a necessidade de construir uma força de trabalho mais resiliente, priorizando o bem-estar.

Na Atlas Renewable Energy, vimos como este ano nos deu uma oportunidade única de conduzir conversas sobre diversidade e inclusão, levando em consideração os desafios complexos de manter unida uma força de trabalho remota durante uma pandemia.

Como cidadãos corporativos, podemos fazer todas as promessas ambientais, sociais e de governança do mundo, mas sem uma liderança empática que possibilite um ambiente de trabalho diversificado, nunca faremos o progresso necessário. Se o ano passado nos ensinou alguma coisa, é que precisamos impulsionar uma força de trabalho mais inclusiva, coesa e sustentável para reconstruir melhor em 2021 e além.

SINAIS DE ALERTA DA INDÚSTRIA ENERGÉTICA

As consequências de negligenciar o triplo resultado final de pessoas, planeta e lucros são visíveis. A indústria de petróleo e gás, por exemplo, que há muito tempo se baseia exclusivamente no desempenho financeiro, agora está perdendo sua licença social para operar em todo o mundo. Se as empresas de energia – e, na verdade, qualquer grande empresa com um impacto desproporcional nas pessoas e no planeta – quiserem sobreviver, elas devem se adaptar a novas realidades. Continuar tocando os negócios como sempre não será uma opção para ninguém por muito mais tempo.

“Se a recuperação econômica for padronizada para uma reinicialização das atividades pré-COVID-19, as sociedades terão perdido uma janela importante de oportunidade para a transição a um caminho de crescimento mais inclusivo e verde”, disseram os economistas-chefes pesquisados pelo Fórum Econômico Mundial no ano passado.

O CASO DE NEGÓCIOS PARA UMA LIDERANÇA SUSTENTÁVEL

À medida que mais e mais empresas em todo o mundo começam a olhar para além dos ganhos imediatos de curto prazo, a liderança sustentável está se tornando a chave para o sucesso do futuro. Entretanto, a liderança sustentável não é um jogo puramente voltado para valores. É ter as habilidades para fazer mais com menos, impulsionando uma maior produtividade através da criação de locais de trabalho, comunidades e ecossistemas de negócios mais justos e inclusivos.

Como um recurso não poluente e limpo, a energia renovável é a chave para um futuro sustentável. Mas, além de seus impactos ambientais, a energia renovável também pode contribuir para o desenvolvimento social, a inclusão, a diversidade e a equidade em todo o mundo.

Em 2015, os Estados-Membros das Nações Unidas adotaram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como um apelo universal à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e melhorar a vida e as perspectivas de todos, em todos os lugares. Para atingir a meta número sete: “Acesso à energia acessível, confiável, sustentável e moderna”, os países devem aumentar substancialmente a parcela de energia renovável na matriz energética global. Mas esta não é a única maneira pela qual as energias renováveis contribuirão para um futuro melhor e mais inclusivo para a humanidade.

DESENVOLVIMENTO INCLUSIVO

Atualmente, é do conhecimento geral que a transição energética – dos combustíveis fósseis para as energias renováveis – terá um forte impacto positivo no PIB. De acordo com a mais recente Perspectiva Global de Energia Renovável da Agência Internacional de Energia Renovável, a transformação do sistema energético poderia acrescentar US$ 98 trilhões ao PIB mundial – ou o equivalente a duas vezes a capitalização de mercado combinada de todo o mercado de ações dos EUA.

Mas o crescimento do PIB indica apenas os ganhos econômicos, e a energia renovável traz muito mais que isso. A implantação de energia renovável ajuda a diversificar a base de competências de um país, impulsiona seu crescimento industrial e apoia amplas prioridades de desenvolvimento – além de promover resultados ambientais e de saúde positivos, graças à redução das emissões e da pressão sobre os ecossistemas.

UMA FOTO JUSTA

Em todo o mundo, comunidades com poucos recursos suportam o impacto da mudança climática e das emissões. Nos EUA, por exemplo, a maioria dos bairros negros apresenta níveis mais altos de poluição do ar por eletricidade de combustíveis fósseis do que os bairros de maioria branca, de acordo com uma pesquisa da Associação Americana de Pulmão.

Além disso, as famílias de baixa renda gastam cerca de três vezes mais de sua renda em custos de energia do que outras famílias, onde as famílias negras, hispânicas, multifamiliares e que moram de aluguel são mais afetadas.

Energia renovável mais limpa e mais barata pode não apenas estabilizar as contas de energia dessas famílias, como também limpar o ar que respiram, ajudando a fechar as lacunas entre os que têm e os que não têm em nossas comunidades.

“A energia solar pode fornecer alívio financeiro de longo prazo para famílias que lutam com custos de energia altos e imprevisíveis, empregos com salários dignos em uma indústria onde a força de trabalho aumentou 168% nos últimos sete anos e uma fonte de energia limpa local localizada nas comunidades que foram desproporcionalmente impactados pela geração de energia tradicional” – A Associação das Indústrias de Energia Solar

O crescimento das energias renováveis também oferece uma oportunidade sem precedentes para enfrentar o desafio do desemprego nas comunidades de baixa renda. Um estudo recente da Brookings Institution mostra que não apenas o emprego em plantas de energia de baixo carbono é mais bem pago do que a média, como também é acessível aos trabalhadores que ainda não concluíram um curso superior, onde trabalhadores em energia limpa na extremidade inferior do espectro de renda nos EUA ganham entre US$5 e US$10 a mais por hora do que ganhariam em outros empregos.

Há um lugar para todos na indústria de energias renováveis, embora ainda haja trabalho a ser feito: como é o caso em muitas profissões especializadas, o equilíbrio de gênero dos trabalhadores no setor ainda se inclina fortemente para os homens. Na Atlas, vemos isso como uma oportunidade para ampliar a oferta de mão de obra no longo prazo. Algumas das ações que tomamos incluem insistir para que haja pelo menos um candidato feminino em cada lista de recrutamento, enquanto nossa equipe de pessoal (tradicionalmente conhecida como Recursos Humanos) fornece treinamento à equipe regional para reconhecer preconceitos inconscientes, com foco na distinção de gênero assim como na melhoria dos benefícios para facilitar a reintegração feminina ao trabalho após a maternidade, bem como a corresponsabilidade dos pais.

Nas nossas instalações, também desenvolvemos um Programa de Força de Trabalho Feminina  que visa melhorar o acesso das mulheres locais às oportunidades de emprego e empreendedorismo. Este programa profissionalizante visa aumentar a qualificação de centenas de mulheres das comunidades próximas para posições qualificadas, tanto em nossas próprias cadeias de suprimentos operacionais, como em outras indústrias em nossa área de influência.

ALÉM DA LICENÇA SOCIAL

Os projetos de energia renovável são frequentemente construídos em locais rurais e remotos, o que significa que, além de serem limpos e verdes, também têm a oportunidade de estar na vanguarda das melhores práticas em direitos humanos e de impacto social. Diretrizes sólidas – como os Padrões de Desempenho da IFC e os Princípios Equator – já existem para ajudar os desenvolvedores de projetos renováveis na implementação de procedimentos de melhores práticas para o engajamento das partes interessadas.

O desenvolvimento de energias renováveis ​​abre caminho para que empresas ambiental e socialmente responsáveis ​​brilhem. Quando os desenvolvedores trabalham em conjunto com as comunidades locais para garantir que os projetos de energia renovável sejam bons vizinhos, o efeito multiplicador é imenso – e vimos isso em primeira mão em nossa planta de Guajiro no México. Em vez de cair de paraquedas com um programa genérico de responsabilidade social corporativa, sentamos com as comunidades locais para entender suas necessidades e co-criamos planos que forneceriam um propósito comum para o benefício de todos. Para Guajiro, isso significou priorizar fornecedores locais para os serviços necessários durante a construção, o que criou um efeito de economia circular, criando oportunidades econômicas significativas na comunidade. Também fizemos parceria com a The Pale Blue Dot, uma organização mexicana que promove o uso de tecnologia em escolas e centros comunitários. A implantação desse programa proporcionou acesso à Internet e uma plataforma educacional a 699 alunos de comunidades vizinhas, ajudando a reduzir a lacuna educacional e a promover a alfabetização digital.

Obter uma licença social para operar vai além das permissões para construir uma infraestrutura de energia confiável. Ter um impacto positivo nos parceiros locais dá legitimidade, credibilidade e confiança a um projeto – o que significa que mais e mais comunidades darão boas-vindas ao desenvolvimento de plantas de energia renovável, para o benefício de todos.

UMA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA RAZOÁVEL E JUSTA

O aumento da energia renovável traz claros benefícios socioeconômicos, como maior diversidade da força de trabalho, inclusão social e melhores resultados na saúde da comunidade, e um número crescente de partes interessadas deseja que esse potencial seja alcançado em sua extensão máxima. Nos últimos anos, vimos como os financiadores de projetos agora olham para o envolvimento da comunidade e os resultados ao considerar o financiamento de um projeto, enquanto as grandes corporações que firmam contratos de compra de energia de longo prazo (PPAs) estão ansiosas para encontrar desenvolvedores que estejam alinhados com seus valores de diversidade e inclusão.

Sabemos que a energia limpa, renovável e sustentável é o futuro. À medida que a transição energética se acelera, acreditamos que está na hora de passar do foco exclusivo nos aspectos econômicos e ambientais para a maximização dos benefícios sociais que a energia renovável pode trazer.

Com o novo parque gerador de energia solar, a companhia busca também aumentar sua competitividade e diversificar matriz energética entre as fontes renováveis

São Paulo, 16 de julho de 2021 — A Unipar, líder na produção de cloro, soda e PVC na América do Sul, e a Atlas Renewable Energy, companhia internacional líder em energia renovável, acabam de anunciar a formação de uma parceria para construção e operação de um parque de geração de energia solar.O início das obras está previsto para o final do segundo semestre deste ano, com o começo das operações estimado em junho de 2022.

A parceria para geração de energia a partir de placas fotovoltaicas contempla a operação de um complexo com capacidade instalada de até 239 MW solares, no município de Pirapora, região Norte de Minas Gerais. O acordo prevê um PPA de longo prazo de parte da energia com a própria Unipar.

O projeto “Lar do Sol Casablanca II” fornecerá o equivalente de energia a 261,662 residências, de acordo com o consumo médio das famílias brasileiras. Além disso, o parque vai evitar a emissão de aproximadamente 40,500 toneladas métricas de CO2 por ano. Este cálculo é baseado no protocolo Green House Gases (GHG), uma metodologia desenvolvida pelo World Resources Institute que segue índices usados pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). Esse montante de CO2 que deixará de ser emitido é o equivalente a tirar 16.200 carros das ruas de São Paulo (SP).

Para Maurício Russomanno, CEO da Unipar, o acordo reflete o compromisso da empresa com o futuro do país e a sustentabilidade do negócio. “Mais um movimento em busca de soluções sustentáveis que melhoram os esforços da companhia na busca por matrizes de energia a partir de fontes renováveis, garantem o acesso ao insumo essencial para a operação e geram maior competitividade por meio da autoprodução.

O total de energia gerada para a Unipar será suficiente para produzir cloro para tratamento de água para mais de 60 milhões de pessoas”, afirma o executivo.

O acordo desta operação inclui um contrato de PPA com duração de 19 anos. O parque gerará 1200 oportunidades de trabalho na localidade. Iniciativa que vai fomentar a inclusão e o desenvolvimento das comunidades locais incluindo, por exemplo, programas de capacitação para mulheres na implantação do parque de geração de energia solar.

A adoção de energias renováveis está se tornando uma importante responsabilidade corporativa que pode oferecer oportunidades únicas a consumidores de grande escala  que podem passar a utilizar matrizes limpas e ao mesmo tempo, viabilizar desenvolvimento de programas sociais e ambientes onde operamos, diz Luis Pita, Gerente Geral da Atlas Renewable Energy para o Brasil. “É uma honra trabalhar com uma empresa química líder com a dimensão da Unipar e estabelecer uma parceria para avançar em seus objetivos sustentáveis. Na Atlas, nós continuares a implementar soluções sob medida com tecnologias de ponta, elevando os padrões da indústria e fornecendo mais competitividade aos nossos clientes.

Sobre a Unipar

A Unipar é líder na produção de cloro, soda e PVC na América do Sul, insumos que formam a base de todas as indústrias e tem ações negociadas na bolsa de valores brasileira (B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão).

Com atuação de cerca de 1.400 funcionários em seus escritórios e plantas industriais em Cubatão (SP) e Santo André (SP), no Brasil, e Bahía Blanca, na Argentina, a Unipar tem foco em qualidade, segurança, respeito ao meio ambiente, integração comunitária e valorização de seus colaboradores.

Ao longo de seus 50 anos de história, a Unipar se conecta e se integra à comunidade por meio de seu Conselho Consultivo Comunitário (CCC), que reúne vizinhos, organizações sociais e representantes da empresa. Além disso, é pioneira na implementação do Programa Fábrica Aberta, que mantém suas plantas abertas aos visitantes durante todos os dias do ano, 24 horas por dia.

Sobre a Atlas Renewable Energy

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de geração de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de longo prazo nas Américas. O portfólio atual da empresa é de 2,2 GW de projetos contratados em fase de desenvolvimento, construção ou operação, e pretende se expandir em mais 4 GW nos próximos anos.

Lançado no início de 2017, a Atlas Renewable Energy inclui uma equipe experiente com o mais longo histórico na indústria de energia solar na América Latina. A empresa é reconhecida por seu alto padrão no desenvolvimento, construção e operação de empreendimentos de grande porte.

A Atlas Renewable Energy faz parte do Energy Fund IV, fundado pela Actis, um investidor de capital privado líder no setor de energia. O crescimento da Atlas Renewable Energy está focado nos principais mercados e economias emergentes, utilizando seu conhecimento comprovado de desenvolvimento, comercialização e estruturação para acelerar a transformação em direção à energia limpa. Ao se envolver ativamente com a comunidade e as partes interessadas no centro de sua estratégia de projeto, a empresa trabalha todos os dias para proporcionar um futuro mais limpo. Para saber mais sobre a Atlas Renewable Energy, visite o site: www.atlasrenewableenergy.com

Informações para a Imprensa da Unipar

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Miami, Flórida, 30 de junho de 2021 – A Atlas Renewable Energy, uma desenvolvedora internacional de energia renovável, recebeu o prêmio da IJGlobal na terça-feira, 29 de junho, de Patrocinadora do Ano de Energia Solar para a América Latina em 2020, pelas contribuições da empresa que aceleram a transição da região para a energia limpa. A empresa também recebeu o prêmio de Contrato de Energia Solar do Ano para a América Latina, por seu Contrato Financeiro de Ananuca, que refinanciou a Usina Solar Javiera (69,5 MW) e financiou a construção do Projeto Solar Sol del Desierto (230 MW) no Chile.

Desde a fundação da empresa em 2017, a Atlas Renewable Energy continua inovando para encontrar as melhores estruturas financeiras para os seus clientes, mantendo sempre sua promessa de conduzir os negócios de forma responsável. Recentemente, a empresa também recebeu o prêmio da Próximo Infra como Patrocinadora do Ano e Contrato de Energia Solar do Ano para a América Latina, pelo financiamento de Nova Juazeiro, projeto que compreende a  construção da Usina Solar Jacarandá.

O Contrato de Energia Solar do Ano para a América Latina

O financiamento  de Ananuca no Chile foi o maior contrato de energia solar da América Latina na época da assinatura. Com uma estrutura única, o negócio combinou o financiamento da construção de um novo projeto solar (Sol del Desierto) e o refinanciamento de uma central em operação (Javiera). Os dois ativos de geração de energia solar fotovoltaica foram combinados em uma única carteira de financiamentos que proporciona aos investidores benefícios de estruturação diferenciados e sinergias que garantem a geração de caixa

O financiamento de 253 milhões de dólares foi garantido através do DNB Markets, que atuou como Agente Único de Colocação dos títulos, sob um US Private Placement (USPP) no formato de Título Verde (Green Bond). O título foi emitido sob a Estrutura Financeira Verde da Atlas Renewable Energy, que está alinhada com as versões dos Princípios de Títulos Verdes da ICMA e dos Princípios de Empréstimos Verdes da LMA de 2018. Essa estrutura reconhece e atesta o compromisso da empresa em desenvolver projetos que protejam e preservem o meio ambiente e ao mesmo tempo aderem aos mais altos padrões de engajamento ambiental.

“Estamos honrados por receber o prêmio de contrato de energia solar do ano pelo nosso contrato de Ananuca. Esta estrutura de negócio pioneira forneceu novos caminhos para o financiamento de energia solar na região e promove a abordagem inovadora da Atlas para o financiamento de projetos trabalhando junto com o DNB Markets. Também gostaria de reconhecer o apoio e a dedicação que o DNB Markets tem mostrado ao setor de energia renovável no avanço da transformação energética da América Latina”. Disse Michael Shea, Chefe de Finanças Estruturadas da Atlas Renewable Energy. “Este prêmio valida nossos esforços para continuar encontrando as melhores soluções financeiras a fim de aumentar a competitividade de nossos projetos no mercado.”

Patrocinadora do Ano para a América Latina

A empresa foi premiada como Patrocinadora do Ano para a América Latina por seu rápido crescimento na região e sua abordagem inovadora para projetar estruturas financeiras ao lado de instituições de alto calibre que facilitam a adoção de energia renovável por grandes consumidores de energia nas Américas.

Somente em 2020, a empresa assinou três grandes contratos de financiamento: Ananuca no valor de US$ 253 milhões, Lar do Sol – Casablanca no valor de US$ 150 milhões e New Juazeiro no valor de US$ 67 milhões. Essas parcerias permitiram à Atlas aumentar sua capacidade total de projetos contratados para 2,2 GW, dos quais, grande parte foi viabilizada através de PPAs corporativos com compradores privados.

A empresa também fez parcerias com instituições financeiras como o BID Invest para desenvolver uma de suas mais ambiciosas iniciativas sociais: o programa de força de trabalho feminina “Somos todos parte da mesma energia”, no qual a Atlas se compromete a treinar cerca de 1.000 mulheres nas comunidades próximas de seus projetos em construção e pretende atingir a meta de mais de 15% de representatividade feminina dentro de sua força de trabalho total durante a execução desses projetos.

“Este prêmio realmente pertence à nossa equipe que está comprometida e incansável em desafiar os padrões da indústria para encontrar novas e inovadoras formas de trabalho.  Fundamentalmente, procuramos demonstrar a capacidade das energias renováveis ​​de serem uma fonte de energia sustentável a um preço competitivo. E fazemos isso trabalhando em conjunto com grandes parceiros para encontrar soluções inovadoras e, ao mesmo tempo, tentar abordar as questões sociais e promover altos padrões de sustentabilidade”, disse Carlos Barrera, CEO da Atlas Renewable Energy. “Gostaria de agradecer à IJGlobal por estes prêmios, bem como às instituições financeiras DNB Markets e IDB Invest, entre outras, por se tornarem um aliado na aceleração da transição energética na região”.

Sobre a Atlas Renewable Energy

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de geração de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de longo prazo nas Américas. O portfólio atual da empresa é de 2,2 GW de projetos contratados em fase de desenvolvimento, construção ou operação, e pretende se expandir em mais 4 GW nos próximos anos.

Lançado no início de 2017, a Atlas Renewable Energy inclui uma equipe experiente com o mais longo histórico na indústria de energia solar na América Latina. A empresa é reconhecida por seu alto padrão no desenvolvimento, construção e operação de empreendimentos de grande porte.

A Atlas Renewable Energy faz parte do Energy Fund IV, fundado pela Actis, um investidor de capital privado líder no setor de energia. O crescimento da Atlas Renewable Energy está focado nos principais mercados e economias emergentes, utilizando seu conhecimento comprovado de desenvolvimento, comercialização e estruturação para acelerar a transformação em direção à energia limpa. Ao se envolver ativamente com a comunidade e as partes interessadas no centro de sua estratégia de projeto, a empresa trabalha todos os dias para proporcionar um futuro mais limpo. Para saber mais sobre a Atlas Renewable Energy, visite o site: www.atlasrenewableenergy.com

Miami, FL, 8 de junho de 2021 – A Associação para Investimento de Capital Privado na América Latina (LAVCA), dedicada a apoiar o crescimento do capital privado na região, reconheceu a Atlas Renewable Energy com o Prêmio de Gênero e Diversidade 2021 por seu Programa de Força de Trabalho Feminina durante a Sétima Premiação Anual de Capital Privado ESG na América Latina em 2 de junho.

O programa foi apresentado por Actis, patrocinador da Atlas Renewable Energy e membro ativo da LAVCA, que foi reconhecida por apoiar a diversidade social e de gênero por meio de uma das iniciativas da Atlas. Os vencedores foram determinados por um painel distinto de investidores institucionais de instituições financeiras de desenvolvimento, seguradoras e fundos de pensão.

O programa de força de trabalho feminina da Atlas Renewable Energy “Somos todos parte da mesma energia” se destacou por causa de seus objetivos de melhorar o acesso das mulheres locais a empregos, oportunidades de empreendedorismo e posições de liderança em toda a cadeia de valor corporativa. O programa estabeleceu uma meta ambiciosa para aumentar a representação feminina na força de trabalho de construção dos projetos solares da empresa de 2% para 10-15%.

O programa se tornou a principal iniciativa ESG da Atlas nas comunidades onde a empresa está construindo novos projetos de energia renovável no Brasil, México e Chile. Com isto, a Atlas visa abordar a lacuna de gênero existente no setor de energia renovável. Além disso, o programa está diretamente alinhado com cinco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: nº 5 – Igualdade de gênero, nº 8 – Trabalho decente e crescimento econômico, nº 10 – Reduzir Desigualdades e nº 12 – Consumo e Produção Responsáveis.

“Somos todos parte da mesma energia” foi criado com o intuito de desenvolver competências técnicas na mão-de-obra feminina local, tais como eletricidade, mecânica, controle de qualidade, carpintaria e gestão ambiental, que permitirão às mulheres o acesso a melhores oportunidades de trabalho na construção de projetos próprios da Atlas em execução ou outros em desenvolvimento em suas comunidades. Ao mesmo tempo, a Atlas mobilizou suas contratadas para priorizar as mulheres que participaram dos treinamentos durante o processo de contratação.

“Até hoje, o programa já treinou cerca de 700 mulheres em três países e planeja chegar a 1.000 nos próximos meses. À medida que os projetos avançam e outros são adicionados, esperamos um aumento desses resultados e, ao mesmo tempo, uma mudança de paradigma em nossa indústria e nas comunidades que tocamos”, disse María José Cortés, chefe da ESG da Atlas Renewable Energy. “É uma honra que a Actis e a Atlas estejam sendo reconhecidas por sua visão compartilhada em relação à diversidade de gênero. O programa de força de trabalho feminina é a prova de que a boa responsabilidade social corporativa inspira e promove as melhores práticas além do escritório e que pode impactar positivamente a nossa sociedade.”

Sobre a Actis

Actis é um investidor líder em mercados em crescimento na África, Ásia e América Latina. A Actis oferece retornos consistentes e competitivos, de forma responsável, por meio de percepções obtidas em relacionamentos de confiança, conhecimento local e profunda experiência no setor.

Fundada em 2004, a Actis possui uma herança incomparável em mercados em crescimento, inseridos em uma cultura de propriedade ativa. A Actis arrecadou US $19 bilhões desde o início e emprega cerca de 300 funcionários, incluindo uma equipe de cerca de 120 profissionais de investimento, trabalhando em 17 escritórios ao redor de todo o mundo. O capital dos investidores da Actis está em ação em cerca de 100 empresas em todo o mundo, empregando mais de 120.000 pessoas.

Para saber mais sobre a Actis, visite o site: https://www.act.is/

Sobre a Atlas Renewable Energy

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de geração de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de longo prazo nas Américas. O portfólio atual da empresa é de 2,2 GW de projetos contratados em fase de desenvolvimento, construção ou operação, e pretende se expandir em mais 4 GW nos próximos anos.

Lançado no início de 2017, a Atlas Renewable Energy inclui uma equipe experiente com o mais longo histórico na indústria de energia solar na América Latina. A empresa é reconhecida por seu alto padrão no desenvolvimento, construção e operação de empreendimentos de grande porte.

A Atlas Renewable Energy faz parte do Energy Fund IV, fundado pela Actis, um investidor de capital privado líder no setor de energia. O crescimento da Atlas Renewable Energy está focado nos principais mercados e economias emergentes, usando seu conhecimento comprovado de desenvolvimento, comercialização e estruturação para acelerar a transformação em direção à energia limpa. Ao se envolver ativamente com a comunidade e as partes interessadas no centro de sua estratégia de projeto, a empresa trabalha todos os dias para proporcionar um futuro mais limpo. Para saber mais sobre a Atlas Renewable Energy, visite o site: www.atlasrenewableenergy.com

Graças a preços competitivos, avanços tecnológicos e excelente suporte financeiro e fiscal, a energia solar está no seu ponto mais atraente. A hora de fazer a transição da energia convencional para a energia limpa é agora. Eis o porquê.

 SOLAR: O PRINCIPAL RECURSO DE ENERGIA DOS EUA

Em apenas 18 dias de sol na Terra há a mesma quantidade de energia que existe em todas as reservas de carvão, petróleo e gás natural do planeta – e os EUA são abençoados com um potencial de energia fotovoltaica excepcionalmente alto em comparação a outras nações do hemisfério norte.

Embora os estados ensolarados do sudoeste como Califórnia, Arizona e Nevada tenham o maior potencial de geração de energia solar, a produção pode ser aumentada com mecanismos especializados de rastreamento que permitem que os painéis acompanhem o sol e coletem a luz em um ângulo ideal, o que significa que um sistema instalado tão ao norte, como Portland ou Maine, pode gerar 85% do que seria gerado em Los Angeles.

Em média em todo o país, um metro quadrado coleta aproximadamente o equivalente em energia solar de quase um barril de petróleo por ano. Aproveitando apenas uma pequena proporção disto – cerca de 0,6% da área total do país – poderíamos abastecer o país inteiro com eletricidade atrativa do ponto de vista ambiental e econômico.

 OS CUSTOS DA ENERGIA SOLAR NUNCA ESTIVERAM TÃO BAIXOS

Ao contrário do petróleo, onde observamos os custos de extração aumentarem à medida que se intensifica a exploração dos campos e grande parte do potencial vai se esgotando, o custo da produção de energia solar tornou-se cada vez mais competitivo. Desde 2010, o custo para instalar energia solar fotovoltaica (FV) em escala de serviço público caiu 82%, o que significa que agora o custo para construir uma nova usina solar FV é menor que o custo para manter muitas das usinas elétricas a carvão em operação.

Isso também se traduz em preços de eletricidade mais baixos: uma pesquisa do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) mostra que a indústria solar atingiu a meta de custo da energia solar em escala de serviço público para 2020, três anos antes, em 2017, tornando-se competitiva em relação à eletricidade gerada convencionalmente, mesmo sem subsídios.

OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS SIGNIFICAM MAIS POR MENOS

Como a energia solar se tornou mais popular, agora há mais especialistas em instalação, mais produtores de componentes e consumidores, bem como custos de material mais baratos, o que significa economia de escala. Além disso, truques inteligentes de engenharia aumentaram a eficiência das usinas solares para próximo de seu máximo teórico. Os painéis bifaciais, que captam os raios solares de ambos os lados, bem como os componentes eletrônicos, que permitem ao painel rastrear o sol à medida que ele se move pelo céu durante o dia, significa que agora é possível capturar quase toda a luz solar disponível.

OS PREÇOS DO PPA SOLAR ESTÃO NO SEU MAIS BAIXO NÍVEL…

Outro fator que tornou a energia solar tão atraente quanto ela está hoje, é o acesso a opções de financiamento e modelos de negócios que a tornam ainda mais acessível. O mais empolgante deles são os contratos de compra de energia (PPA), que são contratos de longo prazo através dos quais uma empresa concorda em comprar eletricidade diretamente de um gerador de energia.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), os preços da energia solar fotovoltaica com base em aquisições competitivas poderiam custar em média US$ 0,039/kWh para projetos comissionados em 2021, uma queda de 42% em relação a 2019 e mais de um quinto a menos do que as usinas a carvão.

Nos EUA, os preços dos PPAs estão agora nos seus níveis mais baixos, mas à medida que a demanda começar a superar a oferta, as empresas que agirem rapidamente farão economias à frente de seus concorrentes.

… E AS PRINCIPAIS MARCAS DOS EUA ESTÃO ENTRANDO EM AÇÃO

Como resultado desses preços historicamente baixos, as compras corporativas de energia solar aumentaram nos EUA, que é agora o líder mundial em PPAs corporativos para energia solar, representando mais de 60% do mercado global. Hoje, 220 empresas que operam nos Estados Unidos já estão adquirindo energias renováveis ou planejam fazê-lo.

Embora no passado empresas de tecnologia como Google e Apple tenham liderado a aquisição de energia solar nos EUA, entrar em PPAs não é mais exclusividade de empresas com grandes operações de centros de dados. Hoje, estamos vendo fabricantes, varejistas e até mesmo grandes empresas de petróleo e gás entrando em ação.

Não é apenas a redução de custos que as principais corporações da América estão procurando. Como acionistas e investidores estabelecem metas de descarbonização, demonstrar liderança no desenvolvimento de energia limpa se tornou central para a estratégia corporativa, e investir em grandes instalações fora de seu local através de PPAs, tornou-se uma forma fundamental de demonstrar as credenciais verdes de uma empresa.

AS ENERGIAS RENOVÁVEIS SÃO A SAÍDA PARA A CRISE CLIMÁTICA…

Os sistemas de energia renovável não produzem poluentes atmosféricos ou emissões de gases de efeito estufa, razão pela qual a Associação Americana de Pulmão defende a substituição dos combustíveis fósseis por energias renováveis para abastecer o país. Por exemplo, a eletricidade gerada em instalações solares comerciais no local e fora do local das empresas, só nos EUA, compensa mais de 8,9 milhões de toneladas métricas de emissões de CO2 anualmente, o equivalente a tirar 1,9 milhão de carros das estradas ou plantar 147 milhões de árvores.

E os americanos querem ver mais disso: após inúmeros incêndios florestais, furacões e ondas de calor em 2020 que, segundo os cientistas, são causados diretamente pelas mudanças climáticas, a maioria dos americanos de todos os grupos demográficos diz que são a favor da ação ousada para combater o aquecimento global delineada pelo Presidente Biden, que inclui a transição para energia 100% limpa até 2035.

 … E OS ATIVOS SOLARES TÊM UM BOM DESEMPENHO EM UMA CRISE

Recentemente, vimos como uma enorme e histórica tempestade de inverno afetou a rede elétrica independente do Texas. Dados do Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (ERCOT) mostram que os apagões foram causados principalmente por uma grande queda na geração térmica, pois as pilhas de carvão congelaram e os reatores nucleares foram desligados. A energia solar, por sua vez, produziu 1.000 MW a mais do que o esperado pelo operador da rede – mesmo sob céus nublados devido às tempestades.

Graças à nova tecnologia, a energia solar também pode ajudar a religar a rede se ela cair. No passado, após um apagão, os operadores da rede eram forçados a ligar primeiro uma fonte de energia convencional, como uma usina de carvão ou gás natural, a fim de definir o ritmo da rede, antes de poderem adicionar outras fontes de energia, como a solar. Novos controles de “formação de rede” em inversores solares, que estão sendo financiados pelo Departamento de Tecnologias de Energia Solar dos EUA (SETO), permitem que inversores solares formem níveis de tensão e frequência como os geradores tradicionais, o que significa confiabilidade e estabilidade, mesmo em uma rede com 100% de energia renovável.

A ESTRUTURA REGULATÓRIA DOS EUA FAVORECE A ENERGIA SOLAR…

Nos EUA, o Crédito Fiscal de Investimento (ITC) permite um crédito fiscal de 26% em sistemas solares. Este importante mecanismo de política federal apoia e incentiva o crescimento da energia solar no país – na verdade, segundo a Associação das Indústrias de Energia Solar, desde que o ITC foi promulgado em 2006, a indústria solar dos EUA cresceu mais de 10.000%.

Mas todas as coisas boas chegam ao fim, e o ITC solar está programado para começar a diminuir gradualmente após 2023, o que significa que os projetos que começam a ser construídos nos próximos dois anos alcançarão uma redução de dólar por dólar melhor do que aqueles programados para começar até 2023 – outra razão para as empresas entrarem na energia solar agora e conseguirem mais economia.

O INTERESSE PELA ENERGIA SOLAR CONTINUA ELEVADO, APESAR DA COVID-19…

Apesar das exigências de implantação no local e de restrições de movimento, a maioria das construções de usinas solares em escala de serviço público foram consideradas essenciais. Como resultado, segundo o SEIA, grandes corporações nos Estados Unidos relataram poucos atrasos em seus projetos e, além disso, não esperam nenhuma mudança em seus objetivos ou cronogramas de energia renovável.

Por sua própria natureza, os locais de projetos de energia renovável se prestam bem ao distanciamento social: até mesmo o menor dos nossos parques solares é medido em centenas de hectares, e na Atlas, nós definimos padrões líderes do setor para manter as pessoas protegidas do Covid-19, garantindo a sustentabilidade de nossos projetos por muitos anos – não importa o que esteja no horizonte.

…E A ENERGIA SOLAR CRIA EMPREGOS MUITO NECESSÁRIOS PARA ALAVANCAR A RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

A geração de energia renovável terá um papel transformador na economia pós Covid-19. Como a economia dos EUA parece se recuperar da pandemia, colocar os americanos de volta no mercado de trabalho é uma grande prioridade. No período de cinco anos, entre 2014 e 2019, o emprego em energia solar aumentou 44% nos EUA, cinco vezes mais rápido do que o crescimento do emprego na totalidade da economia dos EUA. O emprego em energia solar também inclui todos os americanos: as mulheres representam 26% da força de trabalho nesse setor, enquanto as pessoas provenientes das minorias da população representam 34%. Além disso, quase um em cada 10 trabalhadores do setor de energia solar são veteranos militares, segundo o último Censo Nacional de Empregos na Energia Solar.

Atualmente, a indústria solar nos EUA fornece empregos bem remunerados para 250.000 americanos e, à medida que o setor se expande graças à rápida diminuição do custo das tecnologias e do aumento de sua popularidade, este número só vai aumentar.

A HORA DE FAZER A TRANSIÇÃO É AGORA

A energia solar não é mais uma fonte de energia cara e futurística. Hoje, a energia solar é mais acessível, melhor e mais confiável do que os combustíveis fósseis tradicionais. A mudança para a energia solar pode criar empregos muito necessários, ajudar a limpar o ar da América e permitir que as empresas atendam às metas de lucratividade, ambientais e de desempenho.A hora de fazer a transição para a energia solar é agora. Na Atlas Renewable Energy, desenvolvemos, construímos e operamos projetos de energia renovável em larga escala como um parceiro confiável para grandes consumidores de energia em vários mercados. Entre em contato conosco para saber mais sobre como sua empresa pode aproveitar tudo que a energia solar tem a oferecer hoje.

A cúpula de dois dias sobre o clima, realizada online pelo presidente americano Joe Biden, nos dias 22 e 23 de abril, viu 40 líderes globais assumirem uma série de compromissos com o objetivo de aumentar a cooperação a fim de combater as mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Ao longo de oito sessões, chefes de estado e de governo, bem como líderes e representantes de organizações internacionais, governos subnacionais e comunidades indígenas, falaram da necessidade de uma colaboração global sem precedentes e da ambição para atender o momento.

Embora a cúpula tenha visto os tomadores de decisões políticas discutirem sobre o futuro da ação climática, existem também oportunidades importantes para empresas e investidores.

Principais emissores aumentam a aposta na neutralidade de carbono

Reconhecendo que o status quo não é mais viável, os líderes presentes na cúpula do clima prometeram tomar medidas climáticas mais ousadas. Os EUA apresentaram sua nova Contribuição Determinada Nacionalmente (NDC), com a meta de atingir uma redução de 50 a 52% em relação aos níveis de 2005 nas emissões de gases de efeito estufa em toda a economia até 2030.

A China indicou que fortalecerá o controle de gases de efeito estufa CO₂, controlará rigorosamente os projetos de geração de energia a carvão e reduzirá gradativamente o consumo de carvão. A União Europeia está colocando em lei uma meta de redução das emissões líquidas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 e uma meta líquida de zero até 2050. O Brasil se comprometeu a atingir o zero líquido até 2050, bem como acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Aos compromissos desses países, juntaram-se promessas da Índia, Japão, Canadá, África do Sul e Argentina, entre outros.

 Esses compromissos sem precedentes indicam que a pressão sobre as corporações deve aumentar para que levem a sério a redução de emissões. Para se manter à frente do jogo, os grandes usuários de energia, desde fabricantes de produtos químicos, até produtores têxteis e empresas industriais, precisarão fazer uma mudança decisiva para enfrentar os principais elementos de emissões de CO₂ em seus negócios – ou correrão o risco de ficar para trás.

Uma oportunidade de investimento

Durante uma sessão especial com o enviado americano sobre assuntos climáticos, John Kerry, líderes de governos, organizações internacionais e instituições financeiras multilaterais e privadas, observaram a necessidade de alavancar grandes somas de capital privado para projetos sustentáveis.

Planos, como o plano de investimento em energia limpa de US$ 2 trilhões do governo Biden, visando atingir 100% de eletricidade limpa até 2035, e o Green Deal da União Europeia, que inclui US$ 572 bilhões destinados a projetos verdes, entre eles geração de energia renovável, foram reforçados durante as negociações, o que dará um impulso aos investidores, que estão cada vez mais sendo atraídos por vultosos gastos do governo e por incentivos fiscais para projetos verdes.

No setor de energia renovável, em particular, já estamos vendo um aumento de investidores entrando no setor, e isso não é apenas resultado de iniciativas do setor público. Na verdade, estamos ouvindo que a estabilidade das energias renováveis é uma das principais razões que motivam a decisão de investir. Os produtores de energia tradicionais raramente firmam contratos de preços que abrangem décadas. Os produtores de energias renováveis, por outro lado, podem fazer isso graças à inesgotabilidade de suas fontes de energia.

Acabou o tempo para os combustíveis fósseis

A transição para ficar longe dos combustíveis fósseis foi um dos principais focos da cúpula. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu centenas de startups trabalhando para melhorar o armazenamento em baterias, cruciais para a energia solar, eólica e outras energias renováveis. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, renovou o compromisso do país de acabar com a exploração de petróleo e gás no Mar do Norte. Outros falaram em eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, que têm mantido fontes de energia poluidoras artificialmente baratas há algum tempo. Por outro lado, em seu discurso de encerramento, o presidente Biden exortou os líderes mundiais a aumentarem seus investimentos em energia limpa.

Tomadas em conjunto, há indicações claras de que a atual divergência de preços entre as energias renováveis e os combustíveis fósseis – na qual as energias renováveis se tornam mais acessíveis e os preços dos combustíveis fósseis se tornam comparativamente mais elevados – parece que deve continuar. Para garantir a estabilidade dos preços da energia, já estamos vendo várias empresas em todo o mundo começando a analisar mais a fundo suas estratégias energéticas e as possibilidades disponibilizadas através de estruturas financeiras inovadoras, como os acordos corporativos de compra de energia (PPAs).

Novas oportunidades de negócios para infraestrutura de energia e transporte com baixo teor de carbono

Lançada durante o evento, a Parceria Global para Infraestrutura Climática Inteligente da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos EUA (USTDA) terá como objetivo impulsionar a adoção de tecnologias transformadoras, que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e apoiem a resiliência às mudanças climáticas em todo o mundo.

Na prática, isso irá significar investimento público e privado em projetos como o armazenamento de energia e em projetos solares e eólicos com escala de serviço público, bem como tecnologias de transporte com eficiência energética que reduzam o uso de água e energia.

Desde o lançamento, já foram concedidas subvenções a projetos e fornecedores na Tailândia, Camarões, Brasil e Índia, e a USTDA lançou uma página da Parceria Global Climática para conectar as empresas com as informações mais recentes sobre as oportunidades de negócios associadas a esta iniciativa, bem como a pedidos de propostas.

Para as empresas, as atividades climáticas inteligentes e os lucros agora andam de mãos dadas. Mas para as empresas que não estão diretamente envolvidas nos setores visados pela USTDA, ainda há maneiras de aproveitar os benefícios.

Veja o desenvolvimento de energia renovável, por exemplo. Através da estrutura do acordo de compra de energia (PPA), os consumidores corporativos de energia podem aproveitar melhores decisões estratégicas de fornecimento de energia. Acreditamos que os acordos bilaterais de compra de energia voltados para as energias renováveis, são uma ferramenta vital na construção de negócios resilientes e inteligentes do ponto de vista climático, e várias empresas internacionais tem sido pioneiras neste aspecto – da Anglo American a empresas multinacionais com a Dow.

Os líderes enfatizam a necessidade da ajuda do setor privado

Embora a cúpula tenha se concentrado em metas a nível nacional, os participantes enfatizaram a necessidade de envolvimento da comunidade empresarial.

Felizmente, o setor privado já demonstrou que está pronto e disposto a agir. Antes da cúpula, 408 empresas e investidores, desde PMEs a grandes multinacionais, assinaram uma carta aberta indicando seu apoio a “uma meta altamente ambiciosa de redução de emissões para 2030, ou Contribuição Nacionalmente Determinada (CND) nos termos do Acordo de Paris, em busca de atingir emissões líquidas zero até 2050”.

A comunidade global ainda tem muito trabalho pela frente e espera-se que todos os países se comprometam com mais ações climáticas na conferência COP26, que será realizada em Glasgow em novembro deste ano. No entanto, na Atlas, acreditamos que as empresas podem começar a aproveitar o impulso da cúpula climática de Biden agora para impulsionar suas próprias estratégias de longo prazo e definir uma trajetória para chegar a emissões líquidas zero.

Como Angela Merkel, chanceler da Alemanha, disse na cúpula: “Esta é uma tarefa hercúlea, porque é nada menos que uma transformação completa na forma como fazemos negócios”.